quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Vomite Amor

Poderíamos ter ao menos ânsias mais humanas. Encher nosso estômago de algo mais bonito, não dessa estupidez mórbida, sede de poder, descaso, ódio, inveja e mágoa. Devore freneticamente LUZ. E vomite AMOR.

[Vambora]

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


De dentro só sai o pó, mais nada. Só sai essa carniça de abandono, de desolação. Viver tentando, gastando horas preciosas decorando livros, ganhando dinheiro, trabalhando pro Estado, viajando não sei pra onde, não sei pra que. Saindo de uma lotação cheirando asco, pra outra. Atravessando avenidas loucas, tentando pegar o sinal fechado. Correndo escadas, gastando muito, comendo porcarias, esquecendo da família, dos amigos, de amar. Esquecendo de tudo, tudo, tudo... 
De dentro só sai fumaça, mais nada. Só sai esses ventinhos impregnados de motor. Só se vê por todo lado cabecinhas marchando, marchando pro nada. Aonde será que querem chegar? Fama, ócio, dinheiro, carro novo. Venderiam a alma se pudessem. Mas de onde tiraram essa bobagem? Onde foi que aprenderam que precisam de tanta merda pra serem felizes? Ah. Não sei como um papel transformou homens em trapos.

[Vambora]

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Conjugue o verbo "encovardar"


 Ah! os medos. Invasivos, selvagens, indecentes. Torturadores de almas, corpos frágeis, que transbordados de indiferença trilham com eles esse caminho torto, louco, de escuridão e abismo. Abismo e poeira nos olhos, lama nos sapatos, desespero, ganância, e tudo mais de podre que há nesses corpos fétidos. Miseráveis corpos fétidos. E nossas almas? Seguem nessa cordinha vendadas, caladas, obedecendo cada sinal. -Por ali! -Pare! -Mais rápido! E vamos feito fantoches, seguindo cada gesto, segurando cada ordem pras próximas sementes. Tomara que não venham transgênicas! Modificadas descaradamente, prontas pra acatar cada piscar de olhos, cada cuspida ácida de promessas fúteis. Miseráveis! 
 Ah! e os medos vêm de brinde. Até quando?

[Vambora]

terça-feira, 3 de abril de 2012

Estigma breve, (dis)sabor de alma .


De tanto que pedi, a arvorezinha se cansou e resolveu doar o fruto. Ais temperados com anseios fétidos, pensamentos inundados de razões que nem sei se tinha. Juventude estacionada, guardada numa caixinha de papelão cinza, coberta por lençóis emaranhados, inundados de torpor. Foi embora esse silêncio, essa dúvida indiscreta que manchava a alma. Como se agora compreendesse o que havia por trás do silêncio.... aquele nada, incompreensível, injustificável, presente ali só pra açoitar, ferir com aço esse peito verde. Insensível. Mas tudo se regenera, passa rasteira nos ais fétidos. Não mais como antes, agora livre. Livre esse meu peito verde. Iniciante nessas artes tolas. Nesses medos passageiros e delirantes, feitos não sei pra que, não sei por que, por quem, com que sentido. Como se houvesse, em algo, sentido. Pobres peitos verdes, desconhecidos, anônimos, indiferentes como o meu. Esperando apenas por respostas. Se houverem. Loucura.

[solitos]


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Olha ela ! Tão linda.... a vida !


Puts ! Eu tô crescendo ! Tão rápido, tão forte, tão intenso... Sob um sol maravilhoso que transborda tanto que nem sono dá. Aqueles medos meus de algum tempo atrás, as letras inúteis só pra passar o tempo, o sorriso, as reticências, as revelações de melhor amiga, ah! Tanta coisa ! Tanto amor... tanta vida ! Uma segunda chance. Um dia apelidado como "O Início". Pegadas cravadas com força, marcadas, profundas, que ninguém apaga. Ah! Tantos sonhos... tantas solas pra calejar os pés, estrelinhas pra contar. Amarelos. Peles. Chances. Tudo isso escrito caprichado, letrinha perfeita. Por Deus. Mas dá só um minutinho pra eu piscar os olhos com mais força. Encher os pulmões desse ar pela última vez. Tá tão bonito, tão suave. Mas eu tenho que ir embora... dessa vez pra sempre. Pra melhor. Pra crescer mais um pouco e alcançar outra estrelinha. Tão linda... a vida !

[solitos]

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vambora !

Desgruda esse sorriso amargo e vem comigo. Vem pra onde sol me mancha, de tão doce. Dá até vontade de provar. Deita a cabeça no meu colo e escuta uma história. Só não vale dormir. Não dá tempo... a vida tá correndo, depressa, ah que saudade que dá . Segura senão ela escapa, escorre. Vambora! Traz seu saquinho de pedrinhas pra jogar no rio. Ver as ondinhas se formarem leves... e depois sumirem assim, feito brasa. Feito a vida. Traz também a cordinha pra gente pular. Pular o medo, a discórdia, essa fumaça preta que encobre o mundo. Anda, vem logo. Vem viver comigo. Vem reinventar o céu. Um céu só nosso, um céu bonito. Vem. Vai valer a pena. A vida. Esse azul que é meu e seu. 

[solitos]

sábado, 11 de fevereiro de 2012

"Se eu soubesse como te esquecer
arrancava em mim esse sorriso,
aclamava, pois, como verdade
que de ti eu já não mais preciso.

Queimaria as sobras das lembranças
e essa dor que o meu peito invade.
Rasgaria os versos mais simplórios
que escrevi chorando de saudade.

Mas tão vil é esse sentimento
que ouço e choro todas as mentiras
que cercaram outrora meu viver.

Sinto e choro a falta de outro tempo
congelado nas palavras vivas
que me ordenam não te esquecer..."

[solitos]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Me empresta outro desse, senão morro de saudades...


Pinceladas salpicadas de coragem pra completar mais um livrinho de colorir. Não sei se os traços serão firmes ou se vou ter que reaprender a arte de alinhar os pensamentos. Se os silêncios cravados serão insuportáveis a ponto de alguém insistir pra que eu não cale a boca. Pra que eu repita incansável minha vontade de perfeição, de um giz de traço constante. Também não sei se os vazios serão preenchidos por novas coisinhas mestres em me roubar sorrisos loucos e escancarados, quase derrubando os dentes. Se o cheiro de caderno novo vai me intoxicar por mais algumas semanas. Não sei se um dos meus olhos vai se recusar a abrir como sempre acontece em manhãs desalinhadas. Se vou perder a hora ou fingir que não escutei o despertador berrando um rock pesadão. Só sei que hoje foi meu primeiro dia de aula. O último. Mas outro dia tem de novo.

[solitos]

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Aerosmith - What It Takes

Ela sonhava com o paraíso !


Vou seguindo mesmo assim. Desviando das pocinhas d'água, me entretendo nas amarelinhas, pisando nessa estradinha de terra que eu chamo de caminho para o paraíso. Isso não é nenhuma bobagem. Eu creio em tempos melhores, em ares mais puros, em abraços sinceros, sorrisos, canções cantadas em coro. Em risos loucos, fé. Eu creio na felicidade. E ela vai comigo na estradinha. Com um buquê de flores. Amarelas. 

[solitos]