sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Prazer, meu nome é
ser humano.
sou mestre
em ferir
a minha própria
carne
desbridar
minhas próprias
feridas
e fazê-las
apodrecer
no pior que há.

Prazer, meu nome é
ser humano
minha missão
neste mundo
é espalhar
sofrimento
fazer doer
causar discórdia
ai de quem
reclamar

Prazer, meu nome é
ser humano
nasci do lodo
pertenço ao fogo
miséria
e destruição

Prazer, estamos num
engano
engolindo tudo
no modo mudo
e a morte
é salvação.

[vã calamidade]




quarta-feira, 11 de novembro de 2015

lapsos de consciência
entre os lampejos de solidão
mente dominada pelo caos
reciclando devaneios
de poesia
e perdição

enlouquecendo 
em plena madrugada
não sei mais de nada
o que aconteceu?

o mundo desabou
ei, José, 
a hora chegou?
ou quem enlouqueceu
fui eu?


[de médico e louco...]