sábado, 25 de fevereiro de 2012

Olha ela ! Tão linda.... a vida !


Puts ! Eu tô crescendo ! Tão rápido, tão forte, tão intenso... Sob um sol maravilhoso que transborda tanto que nem sono dá. Aqueles medos meus de algum tempo atrás, as letras inúteis só pra passar o tempo, o sorriso, as reticências, as revelações de melhor amiga, ah! Tanta coisa ! Tanto amor... tanta vida ! Uma segunda chance. Um dia apelidado como "O Início". Pegadas cravadas com força, marcadas, profundas, que ninguém apaga. Ah! Tantos sonhos... tantas solas pra calejar os pés, estrelinhas pra contar. Amarelos. Peles. Chances. Tudo isso escrito caprichado, letrinha perfeita. Por Deus. Mas dá só um minutinho pra eu piscar os olhos com mais força. Encher os pulmões desse ar pela última vez. Tá tão bonito, tão suave. Mas eu tenho que ir embora... dessa vez pra sempre. Pra melhor. Pra crescer mais um pouco e alcançar outra estrelinha. Tão linda... a vida !

[solitos]

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vambora !

Desgruda esse sorriso amargo e vem comigo. Vem pra onde sol me mancha, de tão doce. Dá até vontade de provar. Deita a cabeça no meu colo e escuta uma história. Só não vale dormir. Não dá tempo... a vida tá correndo, depressa, ah que saudade que dá . Segura senão ela escapa, escorre. Vambora! Traz seu saquinho de pedrinhas pra jogar no rio. Ver as ondinhas se formarem leves... e depois sumirem assim, feito brasa. Feito a vida. Traz também a cordinha pra gente pular. Pular o medo, a discórdia, essa fumaça preta que encobre o mundo. Anda, vem logo. Vem viver comigo. Vem reinventar o céu. Um céu só nosso, um céu bonito. Vem. Vai valer a pena. A vida. Esse azul que é meu e seu. 

[solitos]

sábado, 11 de fevereiro de 2012

"Se eu soubesse como te esquecer
arrancava em mim esse sorriso,
aclamava, pois, como verdade
que de ti eu já não mais preciso.

Queimaria as sobras das lembranças
e essa dor que o meu peito invade.
Rasgaria os versos mais simplórios
que escrevi chorando de saudade.

Mas tão vil é esse sentimento
que ouço e choro todas as mentiras
que cercaram outrora meu viver.

Sinto e choro a falta de outro tempo
congelado nas palavras vivas
que me ordenam não te esquecer..."

[solitos]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Me empresta outro desse, senão morro de saudades...


Pinceladas salpicadas de coragem pra completar mais um livrinho de colorir. Não sei se os traços serão firmes ou se vou ter que reaprender a arte de alinhar os pensamentos. Se os silêncios cravados serão insuportáveis a ponto de alguém insistir pra que eu não cale a boca. Pra que eu repita incansável minha vontade de perfeição, de um giz de traço constante. Também não sei se os vazios serão preenchidos por novas coisinhas mestres em me roubar sorrisos loucos e escancarados, quase derrubando os dentes. Se o cheiro de caderno novo vai me intoxicar por mais algumas semanas. Não sei se um dos meus olhos vai se recusar a abrir como sempre acontece em manhãs desalinhadas. Se vou perder a hora ou fingir que não escutei o despertador berrando um rock pesadão. Só sei que hoje foi meu primeiro dia de aula. O último. Mas outro dia tem de novo.

[solitos]

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Aerosmith - What It Takes

Ela sonhava com o paraíso !


Vou seguindo mesmo assim. Desviando das pocinhas d'água, me entretendo nas amarelinhas, pisando nessa estradinha de terra que eu chamo de caminho para o paraíso. Isso não é nenhuma bobagem. Eu creio em tempos melhores, em ares mais puros, em abraços sinceros, sorrisos, canções cantadas em coro. Em risos loucos, fé. Eu creio na felicidade. E ela vai comigo na estradinha. Com um buquê de flores. Amarelas. 

[solitos]

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Qual a cor de um Sonho ?


Bolso cheio de esperança, sonhos semeando a estrada. As pedrinhas em que tropeçava não atrapalham mais. Agora são castelos. O medo sumiu, as dúvidas, as angústias, a faca a girar no ventre, o pavor, as sombras... pra que os sonhos coubessem ali. Sonhos doces, confeitados de açúcar. E coloridos. Tudo combinando com os olhos. Brilhando. Esperando a borboleta pousar no seu nariz.

[solitos]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Agridoce

Serpenteava os pensamentos naquele vácuo obscuro cabível em mãos. Gostava daquilo. Sentia uma paixão tremenda em bambolear enganando o ódio. Amava aquela brisa, aquelas nuvens de algodão, os riscos confeitados de açúcar, o arco-íris que sabia inexistente. Aquilo tudo era bem mais forte que sua dor. De tempo em tempo angustiava o coração com tremendas e malditas dúvidas. Mas era só ali, só naquela hora, só naquele passo. Depois a chuva apagava o rastro e a garotinha triste exibia um sorriso de orelha a orelha, confeitado de açúcar. Enganava-se por dentro. Era feliz mas amava a dor. Amava o desconsolo. Era seu alimento. Eram suas palavras. As mais expressivas talvez. Não podia se livrar daquilo. E equilibrou os dois sabores na corda bamba. Quando um cair o outro cai também. Mas eu ainda acho que o amargo fica.

[solitos]

domingo, 8 de janeiro de 2012

- (des)gosto da dor


Abrem-se as cortinas. Eis agora o verdadeiro ato. A verdadeira dor. Como se todo o passado se materializasse e resolvesse atormentar mais um pouco. Estava tudo ali, exposto. As emoções lambuzadas de um sabor tão intenso quanto podiam suportar os ombros. Sal e pimenta a gosto. Mas ela gostava daquilo. Daquele tempero a arder os olhos. Caco de vidro serrando a pele, rompendo os laços carne-alma. Pisoteava as pedras pontiagudas  a pés descalços. Não sentia medo. O tormento a entretinha. Saboreava aquela dor. Aquele céu chovendo ódio. Carniça pras suas sombras, pros corvos famintos a roer suas pernas. Mas seguia, cambaleando com a dor nos ombros. O passado era o único que podia machucar. Vermelho como sangue. Como ferida dilacerada. E aplausos.

[solitos]